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Curiosidades sobre a Escandinávia, países nórdicos e Rússia

Muita gente pensa que a Escandinávia é formada por cinco países, mas são apenas três: Noruega, Suécia e Dinamarca. O termo sofre ambiguidade por causa dos países nórdicos, que são formados pela Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia e Islândia, incluindo seus territórios associados (Groenlândia, Ilhas Feroe ou Faroé e Alanda). Esses países integram o Conselho Nórdico, mas é muito comum serem citados como sendo a Escandinávia. Comum, inclusive, haver bastante dúvida sobre onde fica a Lapônia e se essa região faz parte da Escandinávia.

A Lapônia é uma região que abrange o território de quatro países: Noruega, Suécia, Finlândia e Federação Russa (Península de Kola), e que corresponde à região em que habitam os Samis, indígenas europeus, mais conhecidos por lapões. Não se sabe o número exato de Samis vivendo atualmente na Lapônia, mas a estimativa é de que o maior número deles vive na parte norueguesa e que a menor parte vive na Rússia. Sendo assim, estima-se que entre 80 mil e 100 mil Samis vivam numa área de 390 mil km², juntamente com suecos, noruegueses, finlandeses e russos.

Autores como o sueco Stieg Larsson, que escreveu a trilogia Millenniume o norueguês Jo Nesbø, autor de O Boneco de Neve, despertaram em fãs do scandinavian-crime, ou scandi-crime, uma busca alucinada por mais detalhes sobre um mundo pouco falado em detalhes, suas famosas paisagens cheias de neve, particularidades da cultura, tradição e o viver diário.

Quem nos conta um pouco desses países é a escritora Zia Stuhaug, brasileira que vive com o esposo norueguês e o filho há dez anos no oeste da Noruega. Isso porque a autora também escreve sobre o gênero e lançou recentemente o scandi-crimeAnjo Russo. Para compor as cenas do livro, ela viajou pelos países nórdicos e  pela Lapônia Finlandesa, onde fica a casa do Papai Noel e a divisa com o Polo Norte. Entre um passeio de renas pelas florestas cobertas de neve e uma corrida com os trenós puxados por cachorros huskies, Zia apreciou a comida típica local e tomou café em uma kuksa, a famosa caneca de madeira. Desfrutou também da hospitalidade dos Samis, a maior tribo indígena da Europa e a única do norte europeu. Conversou com os nativos, que lhe contaram algumas curiosidades a respeito de sua cultura. Zia também nos fala um pouco da Escandinávia, dos países nórdicos e da Rússia.

Lapônia
Os nativos dessa região são conhecidos por lapões, mas apreciam ser chamados de Samis, por considerarem “lapão” um termo colonialista.

Os Samis vivem em casas e não em lavuts (cabanas), como grande parte do mundo acredita. Apenas os que vivem na parte russa ainda são nômades.

Seus trajes nacionais são considerados sagrados — má notícia para os turistas que gostam de usar roupas locais em fotos para as redes sociais.

Ao contrário do que se pensa, os Samis são modernos e antenados, não apenas criadores de renas isolados na natureza selvagem.

O povo Sami possui bandeira própria e, no início de 1996, o novo parlamento Sami (Sámediggi) foi constituído através de decreto parlamentar, como corpo representante do povo Sami.

 

Noruega
Praticamente todas as casas têm máquinas de lavar louça. Isso porque, na Noruega, não existe auxiliar para serviços domésticos; então, as tarefas são divididas entre os moradores da casa.

É preciso tirar o sapato para entrar em casa. Tanto os moradores como os visitantes.

Nos meses mais quentes, o sol não se põe no norte do país. É o famoso sol da meia-noite.

Come-se muita batata nas refeições quentes na Noruega, e o detalhe é que elas são cozidas com casca e levadas à mesa. E cabe a cada um descascar sua própria batata.

Pontualidade é bastante apreciada na Noruega.

Existe uma disputa com a Lapônia Finlandesa sobre a verdadeira origem do Papai Noel. A Noruega afirma que o bom velhinho nasceu em suas terras.

Suécia
Os suecos são bastante cordiais e simpáticos, embora sejam formais, pontuais e mantenham uma distância física considerável durante conversas.

Na Suécia não é comum tocar na pessoa enquanto se conversa com ela.

Beijos são considerados intimidade privada e inapropriados em público. Inclusive, não é adequado dar beijinhos na hora de se apresentar ou de ser apresentado a alguém.

Visitas somente com hora marcada. Nada de surpresas.

skål, o brinde sueco, sempre é feito mediante contato visual com os que estão ao redor.

Dinamarca
Famosa por sua arquitetura e design, é pioneira em tecnologia de energia eólica, líder da indústria farmacêutica e a terra de Ole Kirk Christiansen, o inventor do Lego, brinquedo de montar.

Os dinamarqueses têm o hábito (um pouco estranho para nós) de deixar os bebês do lado de fora dos cafés. Segundo eles, para treinar a criança a respirar o ar frio. Quem não conhece a cultura dinamarquesa fica apavorado quando vê a cena pela primeira vez.

Eles adoram pedalar. Copenhague é conhecida como o paraíso do ciclismo urbano. Cerca de 50% da população dinamarquesa utiliza a bicicleta para se locomover.

Finlândia
Os finlandeses são leitores ávidos e utilizadores das bibliotecas. Está explicado por que a Finlândia é líder mundial em matéria de ensino.

A sauna é supertradicional. Quase toda casa tem sauna, sendo que todos usam e adoram.

As mulheres finlandesas foram as primeiras na Europa a obter, em 1906, o sufrágio universal e também as primeiras no mundo a obter a elegibilidade nas eleições parlamentares.

 

Rússia
O Natal russo é comemorado no dia 7 de janeiro, e o feriado mais importante para eles é o Ano-Novo, que se estende por 10 dias seguidos em toda a Rússia.

“Vache zdoróvie!” (À sua saúde), assim se brinda na Rússia. Sempre com um propósito, em alguns brindes contam-se pequenas histórias engraçadas. Mas nem tudo é brincadeira. Há o brinde em memória do falecido, sempre após o funeral, mas o detalhe é que os copos não podem se tocar.

De origem russa, mas questionado por muitos como sendo francês, acredita-se que o estrogonofe — stroganoff — venha do verbo strogat que, em russo, significa “cortar em pedaços”. Há quem diga que o prato foi inventado por um chef francês que trabalhava para uma família em São Petersburgo. Ele teria criado o prato para um concurso de culinária, e o ganhador do prêmio deu esse nome em homenagem ao conde Pavel Alexandrovich Stroganov, importante articulador político durante o reinado de Alexandre I (1777-1825). Se é russo ou francês, não se sabe, mas uma coisa é certa: este é o prato preferido da escritora Zia Stuhaug.

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